quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Correntes D'escritas 2010
Derrocada

Uma terrível ameaça recai sobre Promenadia, uma pacata cidade costeira. O Mal irrompe sob a forma de um assassino em série, que seduz vítimas e verdugos, actores e espectadores, transformando-se na sombra da comunidade.
Os pilares de uma sociedade de escassos valores são infectados pela chaga do Terror - um prenúncio da derrocada - a que ninguém, nem mesmo Manila, o cismático polícia encarregado da investigação dos vários crimes, fica imune.
Quem é vítima e quem é carrasco?
Um homem perverso que não tem nada a perder; duas famílias que crêem ter perdido tudo; três jovens que encontram na violência uma forma de expulsar o tédio. Em Derrocada, a única justiça é o horror, a única vocação é a atracção pelo Mal.
Depois do êxito de A Ofensa, considerado um dos grandes livros espanhóis de 2007, Ricardo Menéndez Salmón regressa com um romance perturbante que o confirma como um dos grandes nomes da jovem literatura espanhola.
Editora: Porto Editora
Tradução: Helena Pitta
Ano: 2010
ISBN: 9789720045119 l 176 Págs.
PVP: 13.90€
PVP Capítulos Soltos: 12.51€

Metáfora de um século trágico, viagem vertiginosa às raízes do Mal, A Ofensa afirmou Ricardo Menéndez Salmón como um dos grandes nomes da jovem ficção espanhola.
A Ofensa foi finalista do Prémio Salambó e do Prémio Nacional da Crítica, além de ter sido considerado por vários órgãos da comunicação social o melhor romance publicado em Espanha em 2007.
Editora: Porto Editora
Tradução: Helena Pitta
Ano: 2009
ISBN: 9789720045027 l 176 Págs.
PVP: 13.90€
PVP Capítulos Soltos: 12.51€
terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Aos Amores




História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - Edição ilustrada
Esta é a história de Zorbas, uma gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota...
Com a graça de uma fábula e a força de uma parábola, Luis Sepúlveda oferece-nos neste seu livro já clássico uma mensagem de esperança de altíssimo valor literário e poético.


Autor do Mês: Sylvia Plath

“Com Sylvia Plath a poesia e a ficção do pós-guerra conhecem alguns dos seus momentos mais significativos. Nascida em Boston, a 27 de Outubro de 1932, Sylvia Plath revelou-se uma estudante exemplar. Ao longo do seu percurso escolar acumulará sucessivas bolsas de estudo e também alguns prémios literários. Apenas um ‘senão’ parece ‘manchar’ esse percurso de excepção: uma tentativa de suicídio no Verão de 53 que a afastará temporariamente da universidade.
Em 1955, encontramo-la em Cambridge com uma bolsa ‘fullbright’. Será aí que conhece o poeta Ted Hughes com quem casará no ano seguinte. Os anos subsequentes caracterizam-se por uma actividade intensa e disciplinada. Sylvia Plath produz então inúmeros contos e o romance onde recria a sua tentativa de suicídio, The Bell Jar (A Campânula de Vidro) que será publicado em Janeiro de 1963, sob o pseudónimo de Victoria Lucas.
Se a sua actividade no domínio da narrativa é considerável, não o é menos aquela que exerce no da criação poética. Apenas The Colossus surgirá ainda durante a sua vida.Three Women: A Monologue for Three Voices, Winter Trees, e a sua obra-prima Ariel, são já trabalhos póstumos. Em 1962, ocorre a separação do casal. A partir de Dezembro Sylvia Plath passa a residir em Londres com os seus dois filhos, Frieda e Nicholas. A Inglaterra sofre então um Inverno como não havia memória. Sylvia Plath adoece, ficando de cama durante algumas semanas. Na manhã de onze de Fevereiro de 1963, suicida-se.
Não é demais assinalar a importância da sua obra narrativa e poética, nomeadamente numa altura em que Portugal se vê invadido por um contingente de subprodutos vindo dos Estados Unidos. Como definir de uma forma sintética essa importância? No plano da narrativa, e o essencial a esse nível é The Bell Jar, pelo modo como consegue conjugar a experiência pessoal com um distanciamento algo irónico, e pela sua recuperação do legado romanesco modernista.
No plano da poesia, Sylvia Plath consegue dar alguns dos momentos de maior tensão conhecidos pelo género neste século levando ao limite o trabalho das formas e a experiência do eu”.
Mário Avelar, in A Phala, n.º 11
Tio Lobo e O Pinto Careca
Recomendados: A Ilha de Arturo / Um Aprazível Suicídio em Grupo


quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Edições 70

Felicidade Paradoxal - Ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo.Eis que nasce um terceiro tipo de Homo consumericus, voraz, móvel, flexível, liberto da antiga culturas de classe, imprevisível nos seus gostos e nas suas compras e sedento de experiências emocionais e de (mais) bem-estar, de marcas, de autenticidade, de imediatidade, de comunicação.
Tudo se passa como se, doravante, o consumo funcionasse como um império sem tempos mortos cujos contornos são infinitos. Mas estes prazeres privados originam uma felicidade paradoxal: nunca o indivíduo contemporâneo atingiu um tal grau de abandono.
A Sociedade de ConsumoTOP JANEIRO
quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
leitores-da-velha - a última escala do tramp steamer, de Álvaro Mutis

Seg 1 FEV, 21h45, encontro de Fevereiro | coordenação de Eduardo Jorge Madureira
A última escala do Tramp Steamer, de Álvaro Mutis, é o livro da próxima Comunidade de Leitores da Velha-a-Branca, que se reunirá no dia 1 de Fevereiro, às 21h45, na Velha-a-Branca. A apresentação é de Elisa Maria Alves.
Elisa Maria Alves trabalha numa empresa distribuidora de produtos alimentares. Tem pena que os livros nem sempre sejam tratados com a sensibilidade com que está acostumada a ver serem tratados artigos de mercearia ou garrafeira.
Em A última escala do Tramp Steamer, de Álvaro Mutis, acompanhamos as aventuras e desventuras de Alción, um velho cargueiro em fim de vida, buscando cargas para transportar, em sítios tão diferentes como Helsínquia, a foz do Orinoco ou Lisboa. Ainda que não seja de carne e osso, o Alción é uma personagem comovente. Assistimos também à história de amor entre o seu capitão, o basco Jon Iturri, e a libanesa Warda. Elisa Maria Alves considera que o livro é uma metáfora da vida, e dos amores efémeros e impossíveis.
Álvaro Mutis – A última escala do Tramp Steamer, de Álvaro Mutis. Porto: Asa, 1993
A comunidade Leitores-da-Velha surgiu em Fevereiro de 2006 e conta já com quase duas dezenas de encontros. Desde Setembro de 2007 é coordenada por Eduardo Jorge Madureira e tem por objectivo promover a partilha de experiências em torno de livros/textos. As sessões, abertas a todos os interessados, decorrem na Velha-a-Branca na primeira segunda-feira de cada mês e contam com a presença de convidados especiais. A entrada é livre e não está sujeita a inscrição.
sábado, 23 de Janeiro de 2010
Os Postais da Primeira República





